Quem sou eu
- Maria Carmem
- Ao chegar em uma casa é maravilhoso ser recebida, em uma linda sala, bem decorada, arrumada....Sentar em um confortável sofá....Mas, quando sou chamada para ir a cozinha, conversar ajudando na preparação de algo que iremos degustar juntos ....é que me sinto realmente bem-vinda, integrada e a vontade. Aonde durante o preparo das refeições e ao redor da mesa todos relaxam, riem, choram, trocam idéias, soltam a criatividade, tomam decisões, fazem acordos.... Sou uma Chef de Cozinha descendente de italianos, portanto só poderia achar a cozinha o melhor lugar do mundo para falar. Associo a Gastronomia Funcional com minha origem mediterrânea cheia de aromas, ervas aromáticas, cores e sabores frescos .... Estas duas faces de mim, resulta em uma outra culinária saudável, muito saborosa, perfumada, sem regras inflexíveis. Aonde faço da minha cozinha uma fonte de saúde e prazeres... Este blog é isto, um convite para você entrar e conversarmos a respeito de técnicas de gastronomia, cozinha na saúde, alimentação com prazer, bem-estar, idéias, vida, sentimentos e o que mais aparecer ... Entre e fique a vontade.
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
Brahma Kumaris

A Universidade Espiritual Mundial Brahma Kumaris, conhecida no Brasil como Organização Brahma Kumaris, é uma entidade não governamental criada na Índia em 1937, com o objetivo de promover valores humanos, morais e espirituais universais.
Está presente de forma oficial em 103 países e desenvolve atividades, sem sedes, em outros 25 países. Realiza um amplo espectro de programas educativos que melhoram a qualidade de vida dos indivíduos, da família e da comunidade, independente de cor, gênero, idade e tradições políticas e religiosas.
ESPIRITUALIDADE NA ALIMENTAÇÃO
"Enquanto cumprindo os princípios gerais de nutrição, de atração e de satisfação, a comida também tem um componente espiritual.
O aspecto espiritual da dieta compreende a compra, a preparação, a aceitação e o ato de comer a comida. A comida que é selecionada com cuidado, preparada com amor, aceita com gratidão e ingerida com pureza, torna-se um tônico para ambos, para a alma e para o corpo. O ingrediente básico é a consciência. Onde a consciência é limpa, preenchida com amor e desapego, a comida é purificada e isso também purifica o corpo. Como resultado, a mente torna-se limpa, ficando livre de desejos e da atração aos órgãos dos sentidos.
Se você estudar a dieta dos yogis antigos da Índia, você notará que seu enfoque no ato de comer era muito refinado. Havia apenas alguns tipos de comida que eles aceitavam e o yogi não se satisfazia (no sentido de obter prazer) nem se permitia ser influenciado pelos sentidos da visão, olfato e paladar. Um yogi sempre fixará determinados horários para comer e beber e manterá esta disciplina. Um caminho espiritual significa ser atento ao que se consome. Abstinência de carne, ovos, peixe e frango (assim como dos subprodutos da carne, tais como gelatina e coalho), de álcool, tabaco, drogas, excesso de chá e café faz parte do modo de vida da espiritualidade. Por razões espirituais, muitas pessoas evitam, inclusive, cebola, alho e especiarias fortes que atuam como estimulantes ao sistema endócrino e, desta maneira, desestabilizam as emoções. Assim, a dieta de um yogi compreende dois fundamentos principais:
• Não causar sofrimento a outro ser vivo.
• Não superestimular o sistema fisiológico (digestivo, nervoso, e endócrino).
Uma equação básica, com a qual muitos de nós estão familiarizados, é “de acordo com o que você come é a sua mente”. Isto é um princípio fundamental da dieta espiritual. O tipo e a qualidade da comida e a maneira de se comer afetam o estado da mente. A comida que envolve matança de animais carrega uma dívida cármica e isto se torna um fardo na alma humana. Comida ou bebida que têm um efeito estimulante no corpo também carregam uma carga tóxica que gradualmente dão lugar a um processo de doença (câncer, placas arteriais, diabetes, cálculo biliar etc.). A comida que é ingerida num estado de tensão, ansiedade, depressão, raiva ou medo levará esses padrões de pensamento e essas vibrações e, portanto, isso afetará a digestão. Os hormônios estimulados por essas vibrações, por sua vez, criam mais vibrações negativas e hormônios, portanto, o ciclo continua.
Um enfoque espiritual na dieta inclui preparar a comida num estado meditativo com sentimentos de amor e desapego. Quando alguém se sente livre de desejos e cozinha com amor para si mesmo, para a família e amigos, na lembrança de Deus, isso trará um poder sutil que energiza a alma e o corpo. Dentro de parâmetros de uma dieta espiritual precisa, de qualquer modo, é bom aceitar a comida com gratidão e não se tornar muito focado em “eu não posso comer isto ou eu não posso comer aquilo”, a menos que haja necessidades específicas com relação à saúde. Algumas pessoas desenvolveram a arte de combinar alimentos e nos dias de hoje, alimentos orgânicos são mais populares desde que os efeitos dos pesticidas, fertilizantes e antibióticos (que, inclusive, afetam o leite, iogurte, manteiga e queijo) na contaminação da comida se tornaram mais conhecidos. Os macrobióticos estão se tornando mais populares, mas não necessariamente se equiparam com a espiritualidade.
Algumas dessas dietas são boas para a saúde, para o meio ambiente e para a consciência, mas se a pessoa que segue um regime rigoroso se torna muito fanática e cria stress como resultado, então, muitos dos benefícios serão, automaticamente, perdidos.
Espiritualidade inclui, também, compartilhar. Não há nada mais maravilhoso do que compartilhar um alimento cozido lindamente com outros. Ao compartilhar, nós perdemos o senso de apego à comida e ao corpo e dominamos a gula. O sustento natural da comida é realçado pelo poder das vibrações puras e isto também traz benefício num nível espiritual. Um método para trazer harmonia e unidade em qualquer congregação, quer seja uma família, uma companhia ou entre amigos é comer junto. Comida preparada com amor ajudará a gerar esses sentimentos. As mães conhecem o poder da comida para tranquilizar os sentimentos dos filhos e trazer um sentido de contentamento."
* OM SHANTI *
Revista Vida Plena – sessão Enfoque – Ano IV – Edição nº 29 – 2007
COMPARTILHAR: participar de; tomar parte em; partilhar com alguém; quinhoar.
PARTILHAR: dividir; repartir;distribuir; participar.
Dicionário Aurélio de Língua Portuguesa
Compartilhar, acredito ser uma das melhores e mais úteis atitudes que podemos ter.
Para nós mesmos, porque através de outras pessoas nos perpetuamos e a nossos conhecimentos, opiniões, experiências. Para o planeta como um todo, deixando para as novas gerações informações e aprendizados.
Tenho isto por princípio. Compartilhar o que viví, minhas experiências, meus conhecimentos, meus sentimentos ...
Não sou uma pessoa desta ou daquela religião. Antes de tudo, sou uma pessoa que adora aprender ... tudo. Acho que todas as pessoas, independente de religião, filosofia, sexo ou preferência sexual, côr, raça, classe social, política, estudo, origem .... sempre teêm algo para "compartilhar", para acrescentar a mim e a minha vida.
Desta maneira, sempre estou indo aqui e ali para aprender com alguém alguma coisa. Escuto, tento entender, compreender e pego para mim o que acredito que me fará uma pessoa melhor em alguma área. O que não acredito ser para mim, ouço e respeito.
E quando possível, corro para compartilhar com meus filhos ou com outro alguém.
Esta é mais uma face de mim.
sexta-feira, 23 de julho de 2010
Pipoca ou Piruá
A Pipoca A culinária me fascina. De vez em quando eu até me até atrevo a cozinhar. Mas o fato é que sou mais competente com as palavras que com as panelas. Por isso tenho mais escrito sobre comidas que cozinhado. Dedico-mo a algo que poderia ter o nome de ‘culinária literária’. Já escrevi sobre as mais variadas entidades do mundo da cozinha: cebolas, ora-pro-nobis, picadinho de carne com tomate feijão e arroz, bacalhoada, suflês, sopas, churrascos. Cheguei mesmo a dedicar metade de um livro poético-filosófico a uma meditação sobre o filme A festa de Babette, que é uma celebração da comida como ritual de feitiçaria. Sabedor das minhas limitações e competências, nunca escrevi como ‘chef’. Escrevi como filósofo, poeta, psicanalista e teólogo - porque a culinária estimula todas essas funções do pensamento.
As comidas, para mim, são entidades oníricas. Provocam a minha capacidade de sonhar. Nunca imaginei, entretanto, que chegaria um dia em que a pipoca iria me fazer sonhar. Pois foi precisamente isso que aconteceu. A pipoca, milho mirrado, grãos redondos e duros, me pareceu uma simples molecagem, brincadeira deliciosa, sem dimensões metafísicas ou psicanalíticas. Entretanto, dias atrás, conversando com uma paciente, ela mencionou a pipoca. E algo inesperado na minha mente aconteceu. Minhas idéias começaram a estourar como pipoca. Percebi, então, a relação metafórica entre a pipoca e o ato de pensar. Um bom pensamento nasce como uma pipoca que estoura, de forma inesperada e imprevisível. A pipoca se revelou a mim, então, como um extraordinário objeto poético. Poético porque, ao pensar nelas, as pipocas, meu pensamento se pôs a dar estouros e pulos como aqueles das pipocas dentro de uma panela.
Lembrei-me do sentido religioso da pipoca. A pipoca tem sentido religioso? Pois tem. Para os cristãos, religiosos, são o pão e o vinho, que simbolizam o corpo e o sangue de Cristo, a mistura de vida e alegria (porque vida, só vida, sem alegria, não é vida...). Pão e vinho devem ser bebidos juntos. Vida e alegria devem existir juntas. Lembrei-me, então, de lição que aprendi com a Mãe Stella, sábia poderosa do Candomblê baiano: que a pipoca é a comida sagrada do Candomblê...
A pipoca é um milho mirrado, sub-desenvolvido. Fosse eu agricultor ignorante, e se no meio dos meus milhos graúdos aparecessem aquelas espigas nanicas, eu ficaria bravo e trataria de me livrar delas. Pois o fato é que, sob o ponto de vista de tamanho, os milhos da pipoca não podem competir com os milhos normais. Não sei como isso aconteceu, mas o fato é que houve alguém que teve a idéia de debulhar as espigas e colocá-las numa panela sobre o fogo, esperando que assim os grãos amolecessem e pudessem ser comidos. Havendo fracassado a experiência com água, tentou a gordura. O que aconteceu, ninguém jamais poderia ter imaginado. Repentinamente os grãos começaram a estourar, saltavam da panela com uma enorme barulheira. Mas o extraordinário era o que acontecia com eles: os grãos duros quebra-dentes se transformavam em flores brancas e macias que até as crianças podiam comer. O estouro das pipocas se transformou, então, de uma simples operação culinária, em uma festa, brincadeira, molecagem, para os risos de todos, especialmente as crianças. É muito divertido ver o estouro das pipocas!
E o que é que isso tem a ver com o Candomblê? É que a transformação do milho duro em pipoca macia é símbolo da grande transformação porque devem passar os homens para que eles venham a ser o que devem ser. O milho da pipoca não é o que deve ser. Ele deve ser aquilo que acontece depois do estouro. O milho da pipoca somos nós: duros, quebra-dentes, impróprios para comer, pelo poder do fogo podemos, repentinamente, nos transformar em outra coisa - voltar a ser crianças!
Mas a transformação só acontece pelo poder do fogo. Milho de pipoca que não passa pelo fogo continua a ser milho de pipoca, para sempre. Assim acontece com a gente. As grandes transformações acontecem quando passamos pelo fogo. Quem não passa pelo fogo fica do mesmo jeito, a vida inteira. São pessoas de uma mesmice e dureza assombrosa. Só que elas não percebem. Acham que o seu jeito de ser é o melhor jeito de ser. Mas, de repente, vem o fogo. O fogo é quando a vida nos lança numa situação que nunca imaginamos. Dor. Pode ser fogo de fora: perder um amor, perder um filho, ficar doente, perder um emprego, ficar pobre. Pode ser fogo de dentro. Pânico, medo, ansiedade, depressão - sofrimentos cujas causas ignoramos. Há sempre o recurso aos remédios. Apagar o fogo. Sem fogo o sofrimento diminui. E com isso a possibilidade da grande transformação.
Imagino que a pobre pipoca, fechada dentro da panela, lá dentro ficando cada vez mais quente, pense que sua hora chegou: vai morrer. De dentro de sua casca dura, fechada em si mesma, ela não pode imaginar destino diferente. Não pode imaginar a transformação que está sendo preparada. A pipoca não imagina aquilo de que ela é capaz. Aí, sem aviso prévio, pelo poder do fogo, a grande transformação acontece: pum! - e ela aparece como uma outra coisa, completamente diferente, que ela mesma nunca havia sonhado. É a lagarta rastejante e feia que surge do casulo como borboleta voante.
Na simbologia cristã o milagre do milho de pipoca está representado pela morte e ressurreição de Cristo: a ressurreição é o estouro do milho de pipoca. É preciso deixar de ser de um jeito para ser de outro. ‘Morre e transforma-te!’ - dizia Goethe.
Em Minas, todo mundo sabe o que é piruá. Falando sobre os piruás com os paulistas descobri que eles ignoram o que seja. Alguns, inclusive, acharam que era gozação minha, que piruá é palavra inexistente. Cheguei a ser forçado a me valer do Aurélio para confirmar o meu conhecimento da língua. Piruá é o milho de pipoca que se recusa a estourar. Meu amigo William, extraordinário professor-pesquisador da UNICAMP, especializou-se em milhos, e desvendou cientificamente o assombro do estouro da pipoca. Com certeza ele tem uma explicação científica para os piruás. Mas, no mundo da poesia as explicações científicas não valem. Por exemplo: em Minas ‘piruá’ é o nome que se dá às mulheres que não conseguiram casar. Minha prima, passada dos quarenta, lamentava: ‘Fiquei piruá!’ Mas acho que o poder metafórico dos piruás é muito maior. Piruás são aquelas pessoas que, por mais que o fogo esquente, se recusam a mudar. Elas acham que não pode existir coisa mais maravilhosa do que o jeito delas serem. Ignoram o dito de Jesus: ‘Quem preservar a sua vida perde-la-á.’ A sua presunção e o seu medo são a dura casca do milho que não estoura. O destino delas é triste. Vão ficar duras a vida inteira. Não vão se transformar na flor branca macia. Não vão dar alegria para ninguém. Terminado o estouro alegre da pipoca, no fundo da panela ficam os piruás que não servem para nada. Seu destino é o lixo.
Quanto às pipocas que estouraram, são adultos que voltaram a ser crianças e que sabem que a vida é uma grande brincadeira.
Rubem Alves (Boa Esperança, 15 de setembro de 1933) é um psicanalista, educador, teólogo, filósofo e escritor brasileiro.
quinta-feira, 22 de julho de 2010
Um Sonho Possível
Dentro do mesmo lugar (time) em uma posição vc pode ser um fracasso (ataque) e em outra (proteção) ser considerado "o melhor".
E no final, quando questionado se gosta de jogar, a resposta foi: Eu sou bom nisso.
A vida fica mais fácil quando aprendemos a usar e gostar de nossos potenciais.
Vale a pena assistir.
quarta-feira, 7 de julho de 2010
MEU LADO "B"

Todos nós temos várias facetas ... Nosso lado mulher ou homem; mãe ou pai; irmã ou irmão; amiga ou amigo; chefe ou funcionária (o); etc. Temos nosso lado prático, objetivo e temos nosso lado emoção, sentimentos. Temos nosso lado material e nosso lado espiritual (completamente independente de qualquer religião) ....
E hoje resolvi compartilhar meu lado espiritual, independente de religião.
Todos os dias, ao amanhecer, vou caminhar e repito estas frases, que chamo de meditação. Mas na verdade, nada mais é do que antes de começar o dia, tomar a consciência sobre mim, minhas capacidades, minha vida ... Tomar consciência que sou mais do que as aparências, sou um sêr interior infinito.
As frases podem mudar de acordo com o momento, mas o importante é que sejam muitas frases para dar tempo de controlar meus pensamentos e sentir o que estou falando.
Fica aí a sugestão: antes de começar o seu dia, sente-se na beira da sua cama e por alguns minutos concentre-se no seu interior, na sua respiração e fale para si mesmo quem você é, como visualiza sua vida e lembre-se de todas as suas capacidades.
BOM DIA
MEDITAÇÃO MATINAL
Eu, em espírito, declaro a paz.
Eu, em espírito, sou a paz.
Eu, em espírito, declaro a perfeição.
Eu, em espírito, sou a perfeição.
Eu, em espírito, sou a segurança.
Eu, em espírito, sou a abundância.
Eu, em espírito, sou a riqueza.
Eu, em espírito, sou a liberdade.
Eu, em espírito, sou a saúde.
Eu, em espírito, sou a felicidade.
Eu, em espírito, sou a luz.
Eu, em espírito, sou a confiança.
Eu, em espírito, sou a inteligência.
Eu, em espírito, sou a beleza.
Eu, em espírito, sou a harmonia.
Eu, em espírito, sou o equilíbrio.
Eu, em espírito, sou a solução.
Eu, em espírito, sou a boa sorte.
Eu, em espírito, sou o progresso.
Eu, em espírito, me declaro em estado de mudança.
Eu, em espírito, reescrevo para mim uma nova vida.
terça-feira, 29 de junho de 2010
A Good Year (2006) Um Bom Ano - Trailer
Hoje a tarde assistí este filme com minha filha (está em casa de férias). Um passeio pela região de Provence (França). Uma delícia para relaxar e pensar:
"Enquanto as pessoas estão no seu coração, elas permanecem vivas."
